O isolamento social durante a pandemia de covid-19 traz à tona o sentimento de nostalgia. No dicionário, nostalgia significa saudade de alguma coisa, de uma circunstância já passada, de uma condição que deixou de possuir, de um lugar, de algo que já viveu.

Segundo a professora de psicologia no Le Moyne College, em Syracuse, Nova York, o ressurgimento da nostalgia na pandemia de covid-19 é natural. “Geralmente, as pessoas encontram conforto na nostalgia quando passam por perdas, ansiedade, isolamento ou incertezas”, diz ela.

Um grupo de moradores da Rocinha criado no facebook, a maioria nasceu na década de 50, 60 e 70, que inspirou está publicação. Desde a mochila que fez sucesso na escola até o ônibus que pegavam, conhecido como cata corno. A Rocinha guarda muitas histórias. Dentre elas, a transformação da paisagem e o desenvolvimento da cidade do Rio.

Em 2017, foi lançado o projeto Memória Rocinha onde reúne acervo histórico da Rocinha na internet. O projeto é fruto da parceria feita pelo Instituto Moreira Salles (IMS) e o Museu Sankofa Memória e História da Rocinha, com o objetivo de contribuir para a compreensão dos processos de transformação da paisagem social e urbana e dos bairros vizinhos ao longo de mais de um século de história. 

Por curiosidade, o fotógrafo Augusto Malta (1864-1957), chamava a Rocinha de “Buraco Fresco”, pois há 100 anos não existia oficialmente o nome da favela que só se tornou conhecida a partir da década de 30.

1. São Conrado e Rocinha, vista da Estrada da Pedra Bonita, n° 1260. Foto: Marc Ferrez (1885) (acervo IMS)

2. Gávea e Rocinha, vista da cobertura do Jockey Club. Foto: Augusto Malta, sem data (acervo IMS)

3. Avenida Niemeyer e Pedra da Gávea, vista da Avenida Niemeyer, próximo ao n° 550. Foto: Armando Pittigliani (1922) (acervo IMS)

4. Rocinha, São Conrado e Pedra da Gávea, vista próximo ao mirante da Rua 2. Foto: Marc Ferrez (1885) (acervo IMS)

5. São Conrado e Pedra da Gávea, vista da autoestrada Lagoa-Barra. Foto: Augusto Malta (1924) (acervo IMS)

6. Rocinha e Morro Dois Irmãos, vista da Rua Sérgio Porto, n° 58. Foto: Augusto Malta (1902) (acervo IMS)

7. Morro Dois Irmãos, vista do mirante do Joá. Foto: Marcel Gautherot (sem data) (Acervo IMS)

8. Leblon e Morro Dois Irmãos, vista da Avenida Delfim Moreira. Foto: Augusto Malta (1919) (Acervo IMS)

Memória Rocinha também é o nome da série de publicações que o Fala Roça faz no Instagram, com fotos enviadas por moradores sobre acontecimentos das décadas de 60, 70, 80, 90 e a partir dos anos 2000. Para ver as publicações, clique aqui.

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