Segundo dia de Rocinha Mundo Afora é marcado pelo empoderamento feminino no empreendedorismo

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Evento abriu o domingo com lideranças femininas a frente do debate

Neste Dia Internacional da Mulher, a quadra da Acadêmicos da Rocinha sedia mais um dia de mentorias e conexões para realização de projetos de empreendedorismo na comunidade. A manhã iniciou com uma mesa de debate sobre lideranças femininas e as redes que impulsionam territórios e o futuro do trabalho.

Promovido pela EmbraturLAB e o Centro Integrado de Estudos e Programa de Desenvolvimento Sustentável, o evento reúne moradores e coletivos culturais com o objetivo de estruturar propostas de turismo comunitário com potencial internacional. A Rocinha teve um crescimento de 37% no turismo. Guias, artistas e outras lideranças que movimentam o morro estão reunidos para aprender mais. 

A primeira mesa de debate do dia contou com a presença de Iara Batista, do Projet Hope; Juli Silva, guia de turismo surda; Simone Campos, da Vista Show; Izabela Botelho, do Na Favela Turismo e com mediação de Stephany Castro. Com falas emocionadas, a conversa destacou os desafios e os feitos dessas mulheres na Rocinha, considerando maternidade, apagamento e preconceito que elas enfrentam.

Iara Batista, do Projet Hope; Juli Silva, guia de turismo surda; Simone Campos, da Vista Show; Izabela Botelho, do Na Favela Turismo e com mediação de Stephany Castro. Foto: Fala Roça/Lucas Holanda

Cada uma na sua frente de trabalho, seja no turismo, nas artes ou no apoio às outras mulheres, a criação de redes de apoio para que mulheres de todas as idades tenham a possibilidade de realizar os sonhos da vela. Juli destacou as profundidades do machismo e do capacitismo no seu trabalho. “É um grande desafio ser mulher empreendedora e ainda mais pensando no meu lugar de surda. Me considero sim uma referência e muita gente duvida da nossa capacidade. Muita gente questiona como sou uma profissional capaz”, comentou Juli. 

Simone Campos, que abre as portas de sua casa para turistas acessarem a laje da Vista Show, no Cesarão, compartilhou sua trajetória enquanto uma mulher da favela. Suas falas salientam a importância de valorizar as histórias que existem dentro deste território. “É preciso aprofundar as vivências da favela. A mídia propaga que somos a mesma coisa e não somos. Somos potência, somos resistência e merecemos respeito”, disse Simone 

O evento segue refinando projetos com apoio de profissionais de marketing, finanças, modelo de negócio e estratégia.

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