Durante evento no morro, Eduardo Paes promete reformar Casa de Cultura da Rocinha

Prefeito esteve na inauguração da Navezinha Carioca na Rua 1 e garantiu a revitalização do espaço cultural, localizado na parte alta da favela

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Durante a realocação da Navezinha Carioca para o espaço da Casa de Cultura da Rocinha, na última sexta-feira, 9, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que a prefeitura tem o compromisso de revitalizar o equipamento cultural.

No evento, Eduardo Paes destacou a importância da reivindicação dos moradores para obras de melhorias e novos equipamentos. “Se não cobrarem, tem um monte de gente precisando também. Essa cobrança é fundamental”, afirmou o prefeito.

Sala equipada com computadores e acesso gratuito à internet na Navezinha Carioca, voltada para moradores da comunidade. Foto: Karen Fontoura

O espaço conta com uma sala equipada com computadores e acesso gratuito à internet, voltada para moradores da região. A Navezinha Carioca irá oferecer cursos de informática, inglês e introdução à inteligência artificial, ampliando o acesso à tecnologia e à formação digital na favela.

“Quando a gente traz a Navezinha pra dentro da Rocinha, a gente vai, com o tempo, perceber que a Rocinha merece uma nave-mãe. Pelo tamanho da Rocinha e pelo que ela significa, ela precisa de uma nave-mãe”, afirmou Mauricio Soca Fagundes, de 64 anos, coordenador do espaço, durante o evento.

Anteriormente, a Navezinha funcionava na Rua 3, no Centro Social de Educação e Cultura. Com a mudança, a Rocinha passa a contar com duas unidades: uma na Casa de Cultura e outra na Região Administrativa, ao lado do posto de saúde Albert Sabin, na Rua 1. Além disso, a Biblioteca Parque da Rocinha também disponibiliza computadores e acesso gratuito à internet para a população.

A Casa de Cultura da Rocinha já tem um projeto arquitetônico que está em fase de orçamento, mas até o evento não tinha a confirmação da prefeitura em realizar a obra. 

“Esse compromisso não é só com a Casa de Cultura é com a Rocinha, principalmente por ser um espaço aqui no alto da favela que poucas coisas acontecem”, frisa Fagundes. 

Imagem do projeto arquitetônico da Casa de Cultura da Rocinha. Foto: Karen Fontoura

A programação contou com a apresentação do grupo Oz Cria, além de falas de Marcelinho, do CIEP, que destacou o compromisso dos trabalhadores da Comlurb; de Maurício Soca, que ressaltou a importância de um equipamento cultural na parte alta da favela, e de Tatiana Roque, que enfatizou a necessidade de inserir os moradores nas atualizações das tecnologias sociais, para além do uso de celulares.

Durante a visita do prefeito à Rocinha, outras demandas também foram apresentadas por moradores. Roberto Castro de Lucena, coordenador do projeto Rocinha Sem Fronteiras, entregou ao prefeito uma carta sobre a crise do lixo na comunidade, que impacta diretamente questões sanitárias, ambientais e econômicas.

Apresentação do grupo Oz Cria marcou a programação cultural do evento na Casa de Cultura da Rocinha. Foto: Karen Fontoura

A historia da Casa de Cultura da Rocinha 

Inaugurada em 2002, a Casa de Cultura da Rocinha já ofereceu mais de 12 atividades, como capoeira, violão e artes, atendendo crianças e jovens da comunidade. Após alguns anos de funcionamento, o espaço foi fechado em 2004 e reaberto apenas em 2016, já enfrentando problemas estruturais decorrentes da falta de recursos para manutenção. Por se tratar de um equipamento sem fins lucrativos, as dificuldades para melhorias persistem até hoje.

O imóvel, considerado histórico na Rocinha por ter sido uma das primeiras vendinhas da favela, atualmente funciona com o apoio de voluntários. No local, também está sediado o projeto ‘Mulheres em Evidência’, que oferece oficinas de bijuterias e produção de sabão, com previsão de início de aulas de crochê.

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