
Mês de celebração: Como é bom ser mulher!
'Os séculos foram seguidamente mudando os comportamentos dos habitantes do planeta terra', ressalta Valdete Lima, de 80 anos, em artigo em comemoração ao Dia Internacional da Mulher
A vida me ensinou a observar os movimentos das placas tectônicas que mexem com o mundo. Durante séculos, a mulher viveu o modelo submisso, roupas cobrindo seus corpos e cabelos, dizendo ‘sim’ a todos: pais, professores e, principalmente, aos seus maridos.
Os séculos foram seguidamente mudando os comportamentos dos habitantes do planeta terra. Em 24 de fevereiro de 1932, eis que, enfim, a mulher conseguiu eleger os seus governantes. Imaginem! Mulheres não podiam votar! Mas, continuavam submissas e obedecendo aos que lhes rodeavam.

Os anos 60 chegaram e, com eles, o começo de uma coisa chamada liberdade. Houve uma invasão feminina nas universidades e todas levantaram as suas cabeças e aprenderam a usar a palavra ‘não’. Começaram a ter independência e a trabalhar fora do até então abençoado lar.
A mulher entendeu que havia vida de outra maneira. Além de cozinhar, lavar roupa, lavar louça e outras cousitas mais, podia ter o seu próprio dinheiro, comprar o que quisesse vestir e calçar.
De toda maneira, sempre agradecendo o dom divino que Deus lhe deu de ser mãe, avó, bisavó e serem mais felizes do que as gerações anteriores. Em contrapartida, os homens permaneceram seculares. Com o mesmo comportamento machista e não querendo ouvir nada que não fossem seus conceitos do que eram as antigas famílias.
E a mulher foi caminhando cada vez mais depressa. Os cursos universitários já não mais bastavam e partiram para a pós-graduação. Então, veio um grande número de professoras universitárias, cientistas, grandes médicas, atrizes, escritoras, cantoras e uma infinita lista de pessoas famosas e mulheres ilustres.
Chegamos agora e estão muito expostos os motivos para o feminicídio. Como a minha mulher vai me deixar? Isso não pode! Outro vai ocupar o meu lugar? Tudo por uma simples causa. A mulher só queria ter uma vida honrada e independente.
Por essas e por outras que todo 8 de março, eu digo assim: Ai, como é bom ser mulher!
*Texto de autoria de Valdete Lima, de 80 anos, e uma trajetória digna de ser contada.





