Conheça ManoR7, rapper da Rocinha que vem viralizando nas redes sociais e chamou a atenção do Bairro13

um jovem talento de 29 anos que desceu as ladeiras e becos da Rocinha para se tornar a nova aposta da produtora Bairro13.

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O cenário do rap carioca vive em constante mutação, mas, de tempos em tempos, uma voz rompe o ruído da selva de pedra e burla os algoritmos com a autenticidade necessária para prender a atenção de quem entende do jogo. O nome da vez é ManoR7, um jovem talento de 29 anos que desceu as ladeiras e becos da Rocinha para se tornar a nova aposta da produtora Bairro13, uma das marcas que vêm moldando o som das ruas no Rio de Janeiro.

O rap, em sua essência mais pura, sempre foi o espelho da realidade. E, no caso de Mateus Ribas da Silva, conhecido pelo público como ManoR7, esse espelho reflete uma trajetória de transição: do jovem inconsequente e atrevido com a vida que buscou seu caminho pelos becos e vielas, do Laboriaux no alto da Rocinha, para o artista de personalidade forte que, hoje, entende a música como profissão e ferramenta de mudança. 

A escolha do nome artístico não é por acaso. O “R” vem de Ribas, sobrenome de família, e o “7” carrega um peso geracional: Matheus é o sétimo filho do seu pai, que era o sétimo filho do seu avô, que por sua vez era o sétimo de seu bisavô. Esse número não apenas marca sua identidade, mas simboliza uma continuidade. “O ‘mano’ traz essa proximidade, esse poder que a gente tem na rua pra desenrolar as coisas também”, explica o artista, que hoje é um dos nomes de ascensão na produtora Bairro13.

ManoR7 traz em seus shows a sua vivência e têm o reconhecimento do público.
Foto: Divulgação

Herança e Refúgio


A música sempre esteve no DNA de Matheus. Criado entre uma família de músicos no alto do Laboriaux e na Rua 3, localidades da Rocinha, ele acompanhava o irmão Emerson Ribas e outros tios produzindo de tudo — do soul ao gospel. Essa vivência moldou seu ouvido clínico para melodias e texturas sonoras. Diferente da maioria, ManoR7 encontrou sua voz ao se permitir ouvir R&B gringo e a MPB de Caetano Veloso, uma mistura que ele traz para dentro do beat com uma naturalidade que impressiona.

“Prefiro mil vezes estar num estúdio produzindo, com um beat saindo da barriga. Tudo 100% orgânico, da escrita ao arranjo”, diz ele, revelando um processo criativo que se desdobra na calmaria do bloco de notas do celular, onde transforma a vivência da favela em poesia e ritmo para suas obras.


A virada de chave: de Matheus a ManoR7

A transição não foi linear. Após um primeiro álbum independente feito na raça, com recursos limitados e muita persistência, a faixa “Desculpa” rompeu as fronteiras da Rocinha e chegou aos ouvidos certos. O sucesso orgânico, sem grandes investimentos iniciais, provou que o público estava pronto para ouvir o que ele tinha a dizer.

Ao ser questionado sobre a responsabilidade de ser uma inspiração, o rapper é genuíno: “Eu não tinha essa dimensão, mas entendo que hoje canto o que vivo. E a galera me aborda pra falar sobre isso, por incrível que pareça é mais fora da Rocinha do que dentro que isso acontece.” Essa maturidade veio com o tempo e com as responsabilidades da vida adulta – hoje, aos 29 anos, ele equilibra a carreira, com a barbearia onde trabalha e com a paternidade de três filhos, o que ele define como o maior fator de transformação de sua personalidade. “O Matheus do passado era um problema; o de hoje é a solução e proteção.”.

Ao escrever as letras no celular, Mateus, logo procura a produção do beat que melhor se encaixa.
Foto: Divulgação

O Futuro sob a Lente da Bairro13

Em um momento em que a Lei 15.325/2026 traz uma nova estrutura jurídica para a profissão de multimídia no Brasil, a parceria entre ManoR7 e a Bairro13 ganha contornos ainda mais estratégicos. A produtora, que se consolidou como uma das forças mais respeitadas da cena carioca, vai além da gestão de carreira; ela atua como um hub de curadoria que entende, profundamente, a urgência e a sensibilidade da nova geração de artistas das favelas. 

A importância da Bairro13 para o cenário atual é promissora: ela funciona como ponte necessária entre o talento nato que brota nos morros — como a Rocinha – e o mercado fonográfico profissional que exige a técnica, estratégia e visão de longo prazo. Ao abraçar o projeto de ManoR7, a produtora não apenas valida sua trajetória, mas oferece a estrutura necessária para que sua métrica de rua e vivência encontre o alcance do grande público, sem perder a essência. 

Com esse suporte, o artista se prepara agora para uma sequência de lançamentos que prometem expandir sua assinatura sonora:

‘Coisas do Amor’: seu próximo projeto focado em love song, desenhado para alcançar novos públicos e consolidar sua versatilidade melódica.

‘Sessions’: um formato acústico de alta fidelidade que trará uma nova roupagem para sua discografia, evidenciando o talento técnico do artista e de seus parceiros. 

Para ManoR7, que hoje prefere a caminhada solo e focada, encontrar na Bairro13 um ecossistema que compartilha de sua mesma urgência profissional é o diferencial que separa o amadorismo da carreira consolidada. Como mediador dessa mesa, fica claro que não estamos falando apenas de música, mas de um projeto de vida que, sob a tutela dessa parceria, começa a ganhar a dimensão que o mercado exige e que o talento de Matheus merece.

ManoR7 aposta já nos proximos lançamentos deste ano.
Foto: Divulgação

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