Celebração da primeira turma do projeto reuniu sete curtas produzidos por jovens de diferentes territórios
A primeira edição da Mostra Curta Periferias celebrou o encerramento da primeira turma na última segunda-feira (15), com a exibição de sete curtas-metragens de um minuto produzidos por jovens de diferentes favelas do Rio de Janeiro.
O evento reuniu participantes, familiares, educadores e convidados para apresentar ao público os trabalhos desenvolvidos ao longo da formação. Os filmes abordaram diferentes temas e perspectivas, refletindo vivências, memórias e olhares dos próprios jovens sobre seus territórios.
Durante meses, os participantes aprenderam audiovisual, roteiro, produção e linguagem cinematográfica, além de contar com uma premiação para incentivar os novos produtores de favela.

Foto: Uniperiferias | so.hedley
Ao final da exibição, três produções foram premiadas, “Botânica no Beco”, “Do lado de cá”, e o vencedor como melhor exibição e roteiro, o curta “Corre Cria”, dirigido por Walter Alves Junior. Como parte de sua mensagem de agradecimento, o jovem trouxe um pouco do seu processo de criação:
“Basicamente essa é a minha história, meu sonho é conhecer o maior museu de artes do mundo, é o meu sonho viver da arte. Eu ainda só não vendo livros porque o meu ainda não foi produzido, mas, quando for produzido, a gente vai estar vendendo também para poder realizar esse sonho”, contou o jovem fazendo alusão à história contada no curta.

Foto: Uniperiferias | so.hedley
A primeira edição da mostra também marcou o surgimento de novos realizadores audiovisuais vindos das favelas cariocas. Ao reunir jovens de diferentes territórios em um processo de formação e criação coletiva, o projeto abriu espaço para que histórias, sonhos e vivências das periferias fossem transformados em cinema. A expectativa dos organizadores é que os curtas sejam exibidos em festivais e em breve disponibilizados para o público assistir.
“Tem coisas muito ricas acontecendo aqui. Muita gente produzindo arte, produzindo uma relação diferente com o meio ambiente e com a cultura. É muito legal estar aqui e poder ver tanta potência produzida. É da Rocinha para o Rio, do Rio para o Brasil, e o Rio é também o Brasil no mundo.”
Gabriel Medina de Toledo, secretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.







