Rolar o feed no Instagram traz uma infinidade de conteúdo produzido por amigos, conhecidos e influencers no dia a dia. No meio dessa interação profundamente digital, a influenciadora e moradora da Rocinha, Bruna Dias, 27 anos, vem se destacando na produção do perfil @diasdecacho onde ela fala sobre beleza, autoestima e amor próprio para mais de 15 mil seguidores.

De forma divertida, desde 2017 a blogueira vem inspirando outras mulheres a se reencontrarem na transição capilar. “Conto o dia a dia da minha trajetória numa transformação de cabelo, que na verdade, foi uma mudança de vida e um empoderamento que nunca imaginei conquistar.”, explica ela que também publica “coisa boas e fofas” como a casa própria que está construindo em Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Um diário para não desistir: jovem de 27 anos fala sobre beleza, autoestima e transição capilar em mulheres negras.
Foto: Arquivo pessoal/Bruna Dias

Formada em Jornalismo pela PUC-Rio, a jovem já trabalhou em duas grandes agências de comunicação do país. Em 2019, aceitou um convite para trabalhar na recém-criada Play9, estúdio de conteúdo fundado por Felipe Neto e João Pedro Paes Leme. Prestes a completar 2 anos na empresa, Bruna Dias foi contratada no fim do ano passado para a lista de microinfluenciadores do estúdio. 

Antes do perfil na rede social, Bruna Dias compartilhava a experiência da transição capilar em um blog para incentivo pessoal, mas muitas mulheres passaram a acompanhar as postagens. “Eu já tinha tentado fazer a transição capilar. Eu alisei o cabelo durante o período na universidade. Antes disso, fazia relaxamento. Foram 4 anos pesados. Queria tentar de novo vendo outras meninas falando sobre esse processo.”

O diário na web servia para não desistir. O crescimento no alcance aconteceu no ano passado com o aumento de mulheres negras abordando o tema. As marcas perceberam o crescimento nas redes, principalmente, no Instagram. Embora se defina como uma pessoa reservada, comunicativa e simpática, as tentativas de transição capilar foram desafiadoras.

“No dia da foto da colação, eu acordei, fiz meu cabelo e odiei como ficou. Eu voltei pro banho, molhei o cabelo e fiz de tudo novo. Não é um processo legal. A gente curte o resultado, mas a gente queria que esse resultado fosse natural. Eu vivia brigando com meu cabelo e não queria mais isso, esse foi um dos motivos que parei de alisar.”.

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