O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, afirmou na tarde deste sábado (2/05), que o tomógrafo que será enviado para a Rocinha ficará instalado provisoriamente no estacionamento da igreja Universal, no acesso à favela. Sem apresentar justificativas técnicas, Crivella disse que precisa colocar o tomógrafo para funcionar em uma semana, pois é “mais fácil construir no estacionamento da igreja”.

“A entrada vai ficar, inclusive, pelo lado de fora no mercado popular. Depois, a gente coloca lá no alto. Lá em cima. Onde a obra pra chegar o caminhão, pra chegar o equipamento, pra ter uma boa carga elétrica, o tomógrafo precisa de uma boa carga elétrica. Nós vamos ter mais dificuldade. Nós precisamos desse tomógrafo funcionando imediatamente”, declarou o prefeito ao Wallace Pereira, presidente da associação de moradores da Rocinha.

De acordo com Wallace Pereira, que vinha questionando a escolha do local, a UPA é o lugar mais específico, mas nesse momento a necessidade é de atendimento imediato. “Em 10 dias, a secretaria de saúde começará a atender as pessoas lá embaixo [na igreja]. Essa avaliação é positiva porque nós vamos atender todos do Vidigal, Favelinha, São Conrado e enfim. Apesar das polêmicas e politicagens, eu não quero entrar em questões políticas”, disse o presidente da associação de moradores.

Burocracia pode ter impedido escolha da UPA

A instalação na UPA da Rocinha levaria até três meses para ficar pronta, segundo informações obtidas com funcionários da Empresa Municipal de Urbanização (RIOURBE). Ainda não há informações sobre o custo da obra, nem as condições do acordo entre a Prefeitura do Rio e a igreja Universal do Reino de Deus.

Autoridades públicas estão monitorando o caso do tomógrafo na Rocinha, conforme mostramos em outra reportagem.

Segundo o Painel Rio COVID-19, foram registrados 74 moradores da Rocinha com Covid-19 neste sábado (1/05). Nove moradores vieram a óbito e 55 se recuperaram da doença. 100 agentes de sanitização passaram o dia desinfetando becos, vielas, quintais e bares com o apoio de moradores e garis comunitários. A empresa foi contratada pela Cedae em ação complementar ao saneamento nas favelas do Rio de Janeiro.

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