A vacinação no Rio de Janeiro continua, apesar da lentidão e algumas interrupções na distribuição dos imunizantes pelo Ministério da Saúde. Na capital, ao todo, são  2.777.177 doses aplicadas, 1.896.481 vacinadas com a primeira dose e 880.280 com a segunda dose. 

Na Rocinha, não é diferente. Os moradores contam com quatro postos de vacinação contra covid-19, sendo eles o UPA, o CMS Albert Sabin, as clínicas da família Maria Socorro e o Rinaldo De Lamare, este último também atende moradores de bairros vizinhos. Por enquanto, 12.408 pessoas foram vacinadas entre os meses de janeiro a abril deste ano, segundo levantamento feito pelo Fala Roça no sistema de informação do Plano Nacional de Imunizações.

Do total, 9.112 pessoas vacinadas com a primeira dose nestes locais e 4.281 com a segunda dose, conforme mostra o gráfico abaixo.

A desinformação sobre possíveis reações para quem já tomou a primeira dose tem prejudicado o retorno das pessoas para a aplicação da segunda dose. 4.136 mil pessoas ainda não retornaram até as unidades de saúde para tomarem a segunda dose da vacina. Segundo os agentes comunitários de saúde, apenas a primeira etapa não garante a imunização completa, já que o sistema imunológico precisa de um reforço para ter a chamada “memória imunológica”.

O intervalo entre as doses da CoronaVac é de 14 a 28 dias. Já a AstraZeneca, a aplicação entre as etapas é de 12 semanas (cerca de 2 meses).

A vacina mais aplicada é a CoronaVac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan e desenvolvida pela companhia biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech.

Outro dado aponta que as mulheres são o dobro dos homens entre vacinados contra o vírus na Rocinha. Elas são maioria entre os idosos e entre os trabalhadores da saúde, como agentes comunitários, enfermeiras, técnicas e auxiliares de enfermagem, segundo levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)

Vacinação de adultos em 2021

Na semana passada, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou que pretende vacinar pessoas de até 18 anos em toda a cidade até outubro. Em uma publicação feita no twitter Paes, que antes tinha citado um possível Réveillon e Carnaval, ressaltou a decisão:

“Pretendemos ao longo das próximas duas semanas terminar a vacinação de todas as pessoas com comorbidade e pessoas com deficiência permanente. Depois disso voltaremos a vacinação por idade. Não havendo mais qualquer atraso na entrega das vacinas, pretendemos até outubro ter aplicado a primeira dose em todos os cariocas acima de 18 anos de idade. Vamos continuar trabalhando duro e perseguindo esse calendário” escreveu o prefeito.

No entanto, de acordo com um levantamento feito pelo UOL, esse prazo só poderá ser cumprido se a vacinação aumentar pelo menos 47%. De acordo com a pesquisa, na base de dados do Ministério da Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde, para que a meta seja cumprida, além da produção de vacinas, que depende do envio de insumos da China, a média diária de vacinados deve aumentar de 17 (atual) para 25 mil pessoas.

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