Faixas de pedestres mudam rotina de moradores e trazem segurança no trânsito da Rocinha

Com mais segurança e organização, as novas faixas de pedestres começam a transformar a travessia na Rocinha — mas moradores ainda cobram semáforos e mais sinalização.

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Com mais segurança e organização, as novas faixas de pedestres começam a transformar a travessia na Rocinha — mas moradores ainda cobram semáforos e mais sinalização.

Meses após o início da implantação das faixas de pedestres na Estrada da Gávea, moradores da Rocinha já percebem mudanças na rotina do trânsito. A ação, iniciada em outubro de 2025, passou a oferecer mais segurança na travessia, especialmente em pontos de grande fluxo de veículos e pedestres.

Faixa de pedestres implementada próximo a Via Ápia, principal rua de comércio da Rocinha. Foto: Lucas Holanda

Com a sinalização no chão, locais que antes dependiam do improviso passaram a ter maior organização. A travessia se tornou mais previsível, reduzindo situações de risco e facilitando o deslocamento de moradores e veículos. “Depois que colocaram a faixa melhorou bastante, ficou mais fácil pra gente passar”, afirma Luzia Maria, de 72 anos, moradora da Travessa Silva.

Luiza Maria, 72 anos, moradora da Rocinha. Foto: Lucas Holanda

A presença das faixas tem facilitado o deslocamento no dia a dia, especialmente em regiões próximas a escolas e unidades de saúde, como na Curva do S, Fundação e Rua Um. 

Para João Victor Menezes, de 23 anos, morador da Praça do Skate, a diferença já é visível. “Passou a ter mais organização. Uma faixa numa comunidade é bem importante, fica bem mais organizada para atravessar com segurança, principalmente para idosas, gestantes, e crianças.”

João Victor Menezes, de 23 anos, morador da Praça do Skate. Foto: Lucas Holanda

Apesar dos avanços, moradores ainda apontam a necessidade de melhorias. A falta de sinalização adicional, como semáforos, mantém a insegurança em alguns trechos da Estrada da Gávea, onde a travessia ainda depende da atenção dos motoristas. “Deveria ter um semáforo. E aí a gente poderia passar com mais segurança”, destaca Juliete Barros, de 36 anos, moradora da Travessa Oliveira.

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