A Prefeitura do Rio notificou 40 lojistas no Mercado Popular da Rocinha, também chamado de camelódromo, e deu um prazo de 24 horas para que os equipamentos e produtos sejam removidos.

Os boxes serão demolidos para a abertura de uma via de acesso para as ambulâncias no terreno da igreja Universal do Reino de Deus, onde está instalado um tomógrafo. O espaço foi batizado de Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem.

A ação aconteceu dias após a Prefeitura do Rio conseguir uma autorização para prosseguir com a instalação do tomógrafo no terreno da igreja evangélica. O pedido foi atendido pelo desembargador Rogério de Oliveira Souza que concordou com os critérios técnicos apresentados pela prefeitura. 

Notificações foram fixadas nos boxes do camelódromo da Rocinha nesta segunda-feira (18/5).

De acordo com a Subsecretaria de licenciamento, fiscalização e controle urbano (SUBLFCU), a medida visa garantir a circulação e parqueamento de ambulâncias no local. A notificação, assinada pelo subsecretário Carlos Guerra, diz que “a autorização concedida para o exercício da atividade de comerciante ambulante pode, sempre que exigir o interesse público, ter o seu local de ponto fixo remanejado para outro logradouro”.

Na quinta-feira (14/5), o Fala Roça conversou com lojistas e ouviu o coordenador do Mercado Popular da Rocinha, Luiz Henrique Gildo. Segundo ele, a remoção dos boxes afetará os comerciantes e famílias. “O prefeito está cometendo um crime usando politicamente a obra da Rocinha, que já era para estar instalado na UPA da Rocinha e salvando vidas, mas continuam fazendo obra arbitrária em benefício deles”, disse Gildo.

A notificação afirma ainda que os boxes removidos serão realocados em local escolhido pela prefeitura.

O coordenador do coletivo Fala Subúrbio, Danilo Firmino, informou que entrará com uma ação em defesa dos lojistas. “Entendemos que é mais um episódio da triste novela, em que no meio da pandemia o Prefeito Marcelo Crivella direciona as atividades da prefeitura para o grupo “político” que ele representa”, disse Firmino. O coletivo é autor da ação popular que conseguiu barrar, inicialmente, a instalação do tomógrafo na Igreja Universal.

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