Sem Lula, Rocinha pode perder R$ 350 milhões de obras em 2027

Obras de urbanização, mobilidade, saneamento e recuperação ambiental foram contratadas pelo governo Lula e têm previsão de execução em 2027; eleição coloca em disputa a continuidade do programa

Obras de urbanização, mobilidade, saneamento e recuperação ambiental foram contratadas pelo governo Lula e têm previsão de execução a partir de 2027; eleição coloca em disputa a continuidade do programa

A Rocinha corre o risco de perder, a partir de 2027, a continuidade de um pacote de investimentos de cerca de R$ 350 milhões destinado à urbanização da favela. Os recursos fazem parte do Novo PAC Periferia Viva, um projeto do Governo Federal que prevê obras de infraestrutura, saneamento, mobilidade, recuperação ambiental e melhorias em equipamentos públicos. A mudança no comando do Palácio do Planalto pode colocar em risco a continuidade das ações e a liberação de novos recursos para a execução do projeto.

Embora o contrato dos R$ 350 milhões já tenha sido assinado, o projeto ainda está em fase de elaboração do plano de ação participativo e nenhum valor foi empenhado até o momento. Esse estágio deixa o projeto mais sujeito a decisões do próximo governo, que poderá contingenciar recursos, reduzir ou adiar repasses, alterar cronogramas e rever prioridades orçamentárias.

O futuro desses investimentos está diretamente ligado à eleição presidencial de 2026. A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) coloca em lados opostos dois projetos políticos para o país e, consequentemente, diferentes perspectivas para a continuidade das políticas públicas implementadas pelo atual governo.

Na Rocinha, Lula obteve uma votação expressiva no primeiro turno de 2026, repetindo o feito de 2022. Lula alcançou 58% dos votos, contra 32% de Flávio Bolsonaro. Seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por uma tentativa de golpe de estado, nunca realizou investimentos na Rocinha. Já com Lula, é a terceira vez que a Rocinha recebe investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com exceção do PAC 2, que foi anunciado em 2013, com verba de R$ 1,6 bilhão, mas não executado por crises no Governo do Rio.

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