Rocinha resgata a história dos blocos que deram origem à escola para o Carnaval 2027

Enredo "Sou Império, Sou Unidos e Jovem" homenageia os três blocos que fundaram a Acadêmicos da Rocinha, símbolos da cultura carnavalesca na favela

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Enredo “Sou Império, Sou Unidos e Jovem” homenageia os blocos Império da Gávea, Sangue Jovem e Unidos da Rocinha, símbolos da cultura carnavalesca na favela

A Acadêmicos da Rocinha divulgou o enredo que levará para a Intendente Magalhães em 2027. Com o título “Sou Império, Sou Unidos e Jovem! A Borboleta a Caminho da Glória”, a agremiação fará uma viagem pela história dos blocos carnavalescos que marcaram a Rocinha nas décadas de 1960, 1970 e 1980.

A proposta busca resgatar a memória de três importantes manifestações culturais da favela: o Império da Gávea, o Sangue Jovem e o Unidos da Rocinha. O enredo pretende revisitar um período em que os blocos carnavalescos ocupavam ruas, vielas e praças, reunindo moradores em torno da música, da criatividade e do sentimento de pertencimento.

Na sinopse divulgada pela escola, a Rocinha é apresentada como protagonista de sua própria história. O texto percorre desde as origens da comunidade, passando pelo crescimento populacional, pelas lutas por infraestrutura e pelo fortalecimento da cultura local. Nesse contexto, os blocos surgem como espaços de encontro, resistência e celebração, responsáveis por transformar o Carnaval em uma das principais expressões culturais do território.

Segundo o superintendente de Carnaval da Acadêmicos da Rocinha, Rafael Gonçalves, a escolha do tema surgiu da necessidade de aproximar a escola de suas raízes e valorizar personagens que ajudaram a construir a história do festa local.

“Não estamos contando a história da Acadêmicos da Rocinha. Estamos contando a história dos blocos, que é um pedaço muito importante da cultura da nossa comunidade. Nosso foco maior é realmente reviver momentos, histórias e lembranças do Império da Gávea, do Sangue Jovem e do Unidos da Rocinha”, explica.

Rafael Gonçalves, superintendente de carnaval na Acadêmicos da Rocinha. Foto: Redes Sociais

Para construir a pesquisa do enredo, a escola realizou encontros com fundadores dos blocos e da própria Acadêmicos da Rocinha. Entre as fontes de consulta usadas na construção do enredo estão arquivos que foram majoritariamente produzidos pela própria favela, como os documentos do Museu Sankofa Rocinha, o jornal O Acadêmicos, publicado pela própria agremiação no ano de fundação da escola, registros do jornal Fala Roça e histórias orais dos foliões.

A recepção ao tema também animou a diretoria.  O anúncio despertou o interesse de antigos integrantes, diz o superintendente. A expectativa é que o resgate da história dos blocos fortaleça os laços entre diferentes gerações e reafirme a identidade da Acadêmicos da Rocinha como representante da maior favela do Brasil no carnaval carioca.

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