
Espetáculo inédito: Rocinha, o mundo sem fronteiras, mostra a potência artística da maior favela do Brasil
Com objetivo de valorizar artistas locais e fortalecer o turismo cultural, “Rocinha: O Mundo Sem Fronteiras” mostra a potência artística da maior favela do Brasil
Com objetivo de valorizar artistas locais e fortalecer o turismo cultural, “Rocinha: O Mundo Sem Fronteiras” mostra a potência artística da maior favela do Brasil
Pela primeira vez na favela, o espetáculo “Rocinha: o Mundo Sem Fronteiras” trouxe para o morro uma apresentação que reuniu, samba, dança, teatro e capoeira para destacar a potência artística da maior favela do Brasil. A estreia ocorreu no dia 6 julho e reuniu moradores e turistas em uma noite marcada pela valorização dos talentos locais e da identidade da comunidade.
Idealizado por Jô Martins, criadora do Rocinha Samba Tour e diretora de eventos do Acadêmicos da Rocinha, ela conta que o espetáculo surgiu do desejo de dar mais visibilidade aos artistas da comunidade. O elenco é formado, em grande parte, por pessoas que iniciaram suas trajetórias artísticas na própria favela.

Foto: Lucas Holanda / Fala Roça
“O espetáculo nasceu de um sonho muito antigo: valorizar e dar mais visibilidade aos artistas da nossa comunidade. Sempre acreditei que a Rocinha produz talentos extraordinários, mas que muitas vezes não recebem o reconhecimento que merecem. Quis criar uma experiência que mostrasse ao mundo a força da nossa cultura, da nossa arte e das pessoas que fazem tudo isso acontecer”, afirmou Jô Martins.

O elenco foi formado maioritariamente por artistas que têm vivência na Rocinha, trazendo nomes como da ex-rainha de bateria do Acadêmicos da Rocinha, Tati Rosa, que foi responsável pela direção artística e coreografia. Realizar o espetáculo na própria favela, ela diz, era essencial por representar o território onde a diretora e grande parte do elenco iniciaram suas histórias.
“Foi a Rocinha que me fez artista. Minha história começou aqui, na Acadêmicos da Rocinha, e grande parte do nosso elenco também nasceu artisticamente dentro da comunidade. Meu desejo era que os moradores se enxergassem no espetáculo, se sentissem representados, homenageados e emocionados. E que os turistas saíssem daqui encantados, levando para o mundo uma imagem verdadeira da Rocinha: uma comunidade linda, forte, acolhedora e com uma potência artística imensa”, destacou.
A expectativa é transformar o espetáculo em uma programação permanente e consolidar o “Rocinha: o Mundo Sem Fronteiras” como um atrativo fixo do turismo cultural do Rio de Janeiro, gerando novas oportunidades para artistas da favela e ampliando a visibilidade da produção cultural da Rocinha.





