A economia da Rocinha ganhou mais um aliado no desenvolvimento da favela. A incubadora criativa BECO, realizada pelo CIEDS, lançou uma chamada para impulsionar negócios criados por moradores e empreendedores locais que já possuem um negócio ou iniciativa de impacto e buscam potencializá-la.

As pessoas interessadas podem se inscrever no processo de incubação de negócios que contará com formação empreendedora, mentorias individuais com especialistas do mercado, rodadas de negócio para se conectarem a outras redes e possíveis parceiros e investidores. Durante todo o processo, o espaço de coworking da incubadora estará disponível para os selecionados. 

Muitas micro e pequenas empresas fecham porque não possuem qualificações suficientes para gerir um negócio. A incubadora pretende contribuir para a redução do problema. “Tanto na Rocinha quanto nas demais favelas, o beco é uma via para cortar caminhos, um atalho que facilita a trajetória. Semelhantemente, a Beco Incubadora Criativa vem para facilitar as trajetórias dos projetos e empreendimentos e potencializá-los.”, explica Gabriel Reis, gestor de comunidade da incubadora.

As inscrições para participar do processo seletivo, que selecionará 10 negócios para a incubação, terminam no dia 14/5, às 23h59. As inscrições gratuitas devem ser feitas através do link: https://bit.ly/incubarocinha2023. É preciso ser maior de 18 anos para efetuar a inscrição.

A sede da incubadora funcionará na Biblioteca Parque da Rocinha através de uma parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro. A BECO foi criada com recursos do FAPERJ por meio do apoio às bases do Parque de Inovação Socioambiental da Rocinha. 

A incubação tem duração prevista de até doze meses, com atividades híbridas para formação empreendedora, eventos presenciais e virtuais. Durante o processo, os empreendedores receberão suporte no planejamento e desenvolvimento de seus negócios nas áreas de gestão, desenvolvimento do produto e solução, captação de recursos e acesso a mercado e investimentos. 

Os negócios devem atuar, prioritariamente, nos segmentos de sustentabilidade, meio ambiente, tecnologia da informação e economia criativa (Arquitetura, Artes Cênicas, Audiovisual, Biotecnologia, Design, Editorial, Expressões Culturais, Moda, Gastronomia, Música, Patrimônio e Artes, Pesquisa & Desenvolvimento, Publicidade & Marketing).

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