As favelas brasileiras possuem um potencial de consumo bilionário, mas muitos empreendedores locais encontram no racismo uma barreira extra para faturar e crescer. Barreiras estruturais, como o tratamento  nas agências bancárias e no sistema financeiro geram dificuldade de acesso  a linhas de crédito, impedimento  de abertura de conta e problemas para aumentar limite.).

A escassez de agências bancárias na Rocinha, por exemplo, é um problema antigo. De acordo com o Censo IBGE, de 2010, a comunidade localizada no Rio de Janeiro tem pelo menos 70 mil habitantes e é mais populosa que 90% dos municípios brasileiros. Atualmente, no entanto, só existe uma agência bancária no morro. Os empreendedores locais precisam recorrer às contas jurídicas em agências nos bairros vizinhos. 

Este é só um exemplo de como um sistema bancário segregador não permite o crescimento do povo preto e favelado.

A trancista Rafa Xavier, de 24 anos, conhece bem essa realidade. Mineira, professora e dona de um negócio que ensina mulheres a serem trancistas,ela sempre enfrentou dificuldades na formalização dos negócios. Para Rafaela, esses desafios são exponenciais para mulheres negras. 

“O desconforto ao entrar em bancos e pedir informações simples, tentar conversar com algum responsável, sempre me acompanhavam. Tudo isso porque somos estruturalmente vistas como incapazes de sermos gestoras das próprias finanças e do próprio negócio”, lembra Xavier.

A empreendedora passou a pesquisar os bancos digitais que oferecem contas PJ sem as burocracias dos bancos tradicionais. “Após tentativas frustradas de ser bem atendida, migrei para o Nubank, em busca de algo minimamente diferente. O que eu não imaginava era que teria tanta facilidade de gerir meu dinheiro a partir de alguns cliques, acompanhando com eficiência minhas movimentações.”, diz,  destacando a oferta de crédito, fundamental para o desenvolvimento do negócio.

Feliz por ser protagonista da própria história e da vida financeira, Rafa Xavier agora lidera formações de outras profissionais pelo Brasil no seu ramo. “Sou feliz por ver a minha voz e meus projetos ampliados por uma empresa que, assim como eu, trabalha para que outras pessoas sejam empoderadas pela liberdade financeira para construir seus próprios sonhos.”.

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