O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou em uma rede social, a construção de uma maternidade na Rocinha. O anúncio foi feito acompanhado do deputado estadual Márcio Canella (União), que atendeu um pedido da União Pró-Melhoramento dos Moradores da Rocinha (UPMMR). 

No ofício produzido pela associação de moradores da Rocinha, a entidade destaca que a Rocinha conta com uma UPA e duas clínicas da família, mas sem atendimento direcionado à mulher, como uma maternidade. “Temos o sonho e desejo de termos crianças nascidas em nosso bairro […] uma maternidade na Rocinha não atenderia só nosso bairro, mas também toda região como Vila Canoas, São Conrado, Vidigal, Chácara do Céu e Parque da Cidade e ajudaria a nivelar o atendimento das outras unidades”, diz um trecho do material.

“É mais que justo da gente ter uma maternidade na Rocinha, já pedi ao secretário de saúde para olhar isso, podemos aproveitar o Rinaldo de Lamare para que o filho da Rocinha nasça na Rocinha”, disse Paes no vídeo. Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde não respondeu os pedidos de respostas do Fala Roça.

Atualmente as gestantes fazem o pré-natal nas unidades de saúde da Rocinha e recebem suporte através do programa Cegonha Carioca. Os partos, geralmente, acontecem na maternidade do Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, há 5 km da Rocinha. Em 2022, o Hospital Municipal Miguel Couto registrou 1.473 partos.

O deputado estadual Marcio Canella agradeceu o prefeito falando que o pedido que é uma demanda antiga da Rocinha. “Das mães da Rocinha que querem ter seus filhos nesse bairro, então eu tenho que agradecer ao prefeito por atender essa demanda e os moradores ficarão muito felizes com isso.”. A implementação da unidade de maternidade está em análise e não tem previsão de licitação da obra.

Em busca de espaço

A construção da maternidade da Rocinha esbarra na busca por terreno. Segundo a UPMMR, a associação já iniciou a procura por espaço para abrigar a futura maternidade. A unidade será implantada a partir do programa Laços — Maternidade Segura, lançado pelo Governo do Rio, em 2021.

O programa prevê o repasse de mais de R$ 150 milhões anuais para custeio e investimento nas unidades cadastradas. Dos 70 municípios que têm maternidade municipal, 53 já aderiram ao programa. O investimento permite a abertura de novos leitos, e também a qualificação do serviço já existente, tanto para parto de risco habitual quanto para alto risco. 

A iniciativa oferece às mulheres kits com mochila, roupas, mantas e toalhas para o bebê, além de camisa para amamentação e um sling, um tecido utilizado para carregar bebês junto ao corpo de um adulto, e óleos para massagem e hidratação.

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