Uma pesquisa feita pela Prefeitura do Rio, em parceria com Ibope, divulgou uma estimativa preocupante: 16.059 moradores da Rocinha estariam confirmados com Covid-19.

O dado faz parte de um estudo para identificar a ocorrência de casos confirmados e letalidade da Covid-19 em favelas da cidade. Nos resultados iniciais, os pesquisadores analisaram 3.210 coletas de testes rápidos feitos em moradores de seis regiões: Rocinha, Maré, Cidade de Deus, Rio das Pedras, Realengo e Campo Grande.

Os resultados da pesquisa também permitem ver o percentual de infectados, de pessoas sintomáticas e não sintomáticas, e comparação entre as regiões.

Na Rocinha, foram feitas 500 amostras. Isso representa 7,69% dos 69 mil habitantes, como consta no censo de 2010. Organizações locais apontam que existem cerca de 200 mil pessoas vivendo na Rocinha atualmente. Neste caso, o número de infectados pode ser ainda maior.

77% dos moradores testaram negativo, enquanto 23% testaram positivo. O percentual de casos positivos com e sem sintomas declarados também foram abordados nas amostras. A taxa de letalidade é de 0,3%.

No resultado geral da pesquisa, 52% das pessoas que testaram positivo não apresentaram sintomas do novo coronavírus e, 16% tiveram apenas um dos sintomas, como cansaço, dor no corpo, febre, dor na garganta, dificuldade para respirar ou diarreia.

O percentual de casos positivos sem sintomas foi o mais alto entre os mais idosos em todas as regiões pesquisadas. A incidência foi de 67% entre quem tinha de 80 a 89 anos. Esse percentual foi de 50% entre os adultos de 30 a 39 anos e de 45% entre os com idades de 40 a 49 anos. Jovens de 18 a 29 anos são 53% dos casos positivos.

Segundo a Prefeitura do Rio, o levantamento foi feito com pessoas de 18 anos ou mais, que moram no Rio de Janeiro. As áreas, domicílios e pessoas que participaram das testagens foram escolhidos por meio de sorteios randomizados (processo de seleção em que cada paciente tem a mesma probabilidade de ser sorteado para formar a amostra ou para ser alocado em um dos grupos de estudo). A segunda etapa do estudo acompanhará a velocidade de expansão do número de contaminados nessas regiões.

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