O Censo Demográfico 2022, do IBGE, vai a campo em agosto deste ano. Mas outro censo trouxe novos dados sobre a Rocinha. O 1° censo de inadequação habitacional realizado pelo programa ‘Na Régua’, do Governo do Rio, mostra, por exemplo, que 76% de casas na Rocinha são chefiadas por mulheres, em sua maioria com escolaridade até o ensino fundamental completo e pardas ou pretas.

O Na Régua entrevistou 756 famílias na Rocinha desde o segundo semestre do ano passado. Com os dados em mãos, o governo pretende melhorar a condição de habitabilidade de 15 mil famílias que vivem em áreas de vulnerabilidade social em 18 favelas no estado, incluindo a Rocinha. O projeto é uma das vertentes do programa Casa da Gente e prevê um investimento de cerca de R$ 100 milhões até o fim de 2022. 

Serão atendidas famílias que tenham renda de até três salários mínimos, possuam um único imóvel e residam há pelo menos três anos no local. Entre os critérios de priorização estão famílias que se encontram na faixa de vulnerabilidade extrema; chefiadas por mulheres; idosos; pessoas com deficiência; pessoas com doenças respiratórias crônicas ou de fácil disseminação. 

Na Rocinha, a renda média é de R$ 478,48 e 24% das famílias estão em situação de extrema pobreza. São famílias com renda per capita de até R$ 100,00, segundo os critérios do Governo Federal. 13,11% das famílias possuem pessoas com deficiência.

Marcada pela falta de obras de saneamento básico, 63,49% das famílias declararam ter abastecimento de água e esgoto irregular. Além disso, 26,59% das moradias não possuem um banheiro completo. As doenças respiratórias já atingiram 44,% das famílias entrevistadas devido à umidade ou falta de ventilação das casas.

Menos de 10% dos domicílios nas favelas pesquisadas passaram por alguma obra nos últimos dois anos, e menos de 1% teve projeto ou ajuda de algum técnico responsável. Muitas famílias afirmaram que gostariam de fazer algum conserto ou obra de acabamento em suas casas.

A segunda etapa do ‘Na Régua’ iniciou o atendimento social e visita técnica dos engenheiros e arquitetos às famílias mais vulneráveis e que vivem em domicílios com inequação hidrossanitária ou insalubridade. O escritório funciona no Ciep Ayrton Senna, na Autoestrada Eng. Fernando Mac Dowell, 15, e conta com um profissional de engenharia, arquitetura e técnico social.

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