A Rocinha receberá a Nave do Conhecimento a partir de 2025, um projeto que promete ampliar o acesso à tecnologia e ao letramento digital na favela. Com um investimento superior a 30 milhões de reais, a obra trará equipamentos de última geração, materiais de vidro e espaços modernos destinados a diversos cursos e workshops. A iniciativa, liderada pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio (SMCT), visa impulsionar o desenvolvimento tecnológico na Rocinha.

Em entrevista ao Fala Roça, a secretária de Ciência e Tecnologia, Tatiana Roque, ressaltou a importância estratégica da Nave na Rocinha, destacando a conexão da região com universidades e centros culturais, como a PUC e o Planetário. 

“Tem essa especificidade da Rocinha estar em uma região que tem muita relação com universidades, como, por exemplo, a PUC-Rio e com outros centros de cultura, como o Planetário. A Rocinha é integrada à cidade. É uma região que tem muita efervescência cultural, científica, tecnológica e a gente [Prefeitura] pode transformar a Rocinha num polo de tecnologia.”

Projeto da Nave do Conhecimento da Rocinha que está prevista para ser inaugurada em 2025. Foto: Prefeitura do Rio/Secretaria de Ciência e Tecnologia

A licitação para a execução da obra ainda não foi realizada pela RioUrbe, setor da Prefeitura responsável pelo projeto arquitetônico. Apesar disso, a RioUrbe já aprovou o projeto, e a previsão é de que as obras tenham início até o final de março. O prazo estimado para a conclusão da Nave do Conhecimento é de um ano, e ela será instalada na quadra da Roupa Suja, próximo ao Túnel Zuzu Angel.

A área destinada à construção da Nave ocupará um espaço significativo da Roupa Suja, abrangendo desde a quadra até os quiosques comerciais. A localização estratégica, visível para quem trafega pelo Túnel Zuzu Angel em direção a São Conrado e Barra, destaca a importância do projeto para a região.

Sobre a Nave 

A Nave do Conhecimento é uma política pública iniciada em 2012, durante a gestão de Eduardo Paes, para criar espaços inovadores impulsionados por tecnologia. A proposta visa democratizar o acesso à tecnologia e ao letramento digital. Embora tenha sido anunciada em 2017 pelo ex-prefeito Marcelo Crivella, somente agora o projeto ganha vida na Rocinha.

Com a inclusão da Nave na Rocinha, o Rio de Janeiro contará com um total de dez unidades desse projeto inovador. As demais estão distribuídas pelas zonas Norte e Oeste da cidade, em bairros como Engenho de Dentro, Irajá, Madureira, Nova Brasília, Padre Miguel, Penha, Santa Cruz, Triagem e Vila Aliança.

Tatiana Roque destaca ainda a relevância das Naves em áreas com vulnerabilidades sociais, expressando o desejo de que esses espaços se tornem instrumentos de pertencimento e dignidade para as favelas e periferias. 

“Como as Naves ficam em lugares com vulnerabilidades sociais, a gente [SMCT] quer que [as Naves] sejam instrumentos de pertencimento, de dignidade, para as pessoas que moram nesses locais. A Rocinha é uma favela com muita vocação tecnológica, então essa vocação [do povo da Rocinha] para tecnologia faça com que a gente consiga ter outros projetos ali vinculados à Nave.” 

Além disso, Roque ressalta a importância da integração entre a cidade e as universidades do Rio de Janeiro, como UFRJ, UERJ, UNIRIO, entre outras. “Vamos chamar todas as universidades porque o papel da minha secretaria é criar a integração da cidade com as universidades na cidade.”.

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